Ontopsicologia: do grego οντος - genitivo do particípio presente do verbo ειμι (ser), λογος (estudo), ψυχη (alma), significa “estudo dos comportamentos psíquicos em primeira causalidade, incluída a compreensão do ser”.
Fundamentalmente, a Ontopsicologia analisa o valor positivo e criativo presente em cada ser humano. Através dos instrumentos que esta ciência disponibiliza é possível que o indivíduo conscientize seu potencial e atue-o na história, obtendo o desenvolvimento integral da própria personalidade (saúde, economia, relações sociais etc.).
O principal objetivo da Ontopsicologia é o desenvolvimento criativo do indivíduo para que seja função para si e para a sociedade.
A ciência ontopsicológica representa hoje uma novidade em absoluto. Sua metodologia é aplicada com sucesso nos campos econômico, político, médico, artístico, científico e pedagógico, como suporte à figura do líder, entendido como intuição ativa de soluções para o social.
Devido a tantos fatores históricos e sociais, o homem perdeu parte de sua intuição e inteligência nativa. Recuperando a sua integridade, é possível o conhecimento de tudo o que diz respeito aos seus interesses e ao seu sucesso. A Ontopsicologia é um método para autenticar e desenvolver o homem criativo.
A Ontopsicologia nasceu e formalizou-se em modo teorético em 1971 com um livro de Antonio Meneghetti intitulado "Ontopsicologia do Homem". Neste período, a Ontopsicologia era ensinada na Universidade São Tomas de Aquino, na Faculdade de Filosofia, ainda formalizada sob o plano teórico-filosófico. Este movimento científico se motiva e se desenvolve essencialmente a partir da experiência da crise dos valores humanistas e, sobretudo, a partir da intuição de que a existência tem um fundamento próprio.
Em trinta e sete anos de atividade clínica, didática e sobretudo demonstrativa na Europa, na Rússia, na China e nas Américas, realizaram-se dezesseis congressos internacionais, dos quais um foi mundial; foram escritos mais de quarenta livros em italiano, posteriormente traduzidos para o russo, inglês, português, francês, espanhol, alemão, letão e chinês; foram estabelecidos protocolos de intenção com muitas universidades do mundo e foram abertas cátedras de especialização de pós-graduação junto a prestigiosas universidades estatais, com o escopo de formar e formalizar operadores especializados em Ontopsicologia no mundo.
A partir da década de 90 intensificou-se a expansão da aplicação da metodologia ontopsicológica por profissionais (empresários, médicos, psicólogos, pedagogos etc.) de diversas nacionalidades, que igualmente verificaram êxito na aplicação do método: desaparecimento do sintoma ou problema e desenvolvimento integral do indivíduo em todos os aspectos de sua existência.
Além disso, verificou-se nesta década a expansão internacional do conhecimento ontopsicológico em termos de publicações, congressos, representação em instituições de ensino e entidades de representação social (como a Organização da Nações Unidas).
Atualmente, a Ontopsicologia dedica-se ao desenvolvimento de uma psicologia criativa e evolutiva, ou psicologia do líder. Suas atividades são voltadas para líderes de ação social.
Líder, na visão ontopsicológica, é aquele que centra com sucesso o espaço e tempo da própria vida individual.
Um líder, quando desenvolve os seus negócios, desloca bens, interesses, propicia trabalho a centenas de pessoas, estimula a sociedade, revitaliza-a, impõe uma dialética que dá impulso de progresso.
O líder é exatamente aquele que, por meio da inteligência, sabe garantir a função a todos. O líder é aquele que sabe servir, que sabe fazer funcionar, que sabe construir a harmonia das relações entre todos, para que exista um nível máximo de produção de valores e de coisas.